Terça-feira, 7 de março de 2017 às 13:43 em Notícias
Detentos matam companheiro de cela na Penitenciária de Picos

Mais um registro de morte ocorrida dentro do Sistema Prisional do Estado do Piauí. Reinaldo Lopes de Moura, 33 anos, acusado de estuprar a própria mãe, foi encontrado pendurado em uma das celas do pavilhão D, na Penitenciária Regional José de Deus Barros, em Picos. O Sinpoljuspi informou que Reinaldo Lopes ( que estava preso há menos de 20 dias) estava preso por tráfico de drogas e violência doméstica contra a mãe. Já a Secretaria de Justiça do Estado  diz que contra ele pesavam também as acusações de extorsão e estupro.

"Os detentos resolveram julgar o preso. Dentro dos presídios, a condenação para detentos que estupram a mãe é a morte. Os agentes perceberam uma movimentação estranha por volta de meia-noite e durante a vistoria peceberam que quase todas as celas do pavilhão C haviam sido arrombadas. e, nesse momento encontraram o detento morto, pendurado em uma corda de lençois. Contudo, a perícia constatou que ele foi assassinado e, inclusive, tinha hematomas e várias costelas quebradas. Os presos devem ter matado por espancamento e tentaram simular um suicídio. A vítima não teve chances de defesa ou socorro. Suspeitamos que todos os detentos do pavilhão D tenham participação na morte", disse Holanda. 

"Os pavilhões C e D têm uma rixa. O pavilhão C ao perceber algo diferente no pavilhão ao lado, eles quebraram os cadeados para se proteger de um possível ataque dos rivais e todos estavam no pátio. Os agentes correram um enorme risco", diz José Roberto que denuncia a superlotação e fragilidade da penitenciária. 

Com capacidade para 144 detentos, a Penitenciária Regional José de Deus Barros abriga mais de 400. Em novembro do ano passado, dois detentos foram mortos durante uma rebelião. De acordo com o Sinpoljuspi, esta é a sexta morte em presídios do Estado em 2017.

Em nota, a gerência da Penitenciária Regional José de Deus Barros, em Picos, informou que ainda está investigando a causa da morte do detento. A Delegacia de Homicídios e o Instituto de Medicina Legal (IML) foram acionados para fazer a perícia e proceder com os encaminhamentos necessários sobre o caso.

A Secretaria de Justiça do Estado abriu sindicância para apurar as circunstâncias em que ocorreu a morte do detento e solicitou abertura de inquérito policial.

Foto: Reprodução / Internet

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